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Blog · 20 de outubro de 2026

Flávio vai acabar com o Bolsa Família e privatizar o BB

Toda vez que é exposto, ele vai à TV ou às redes para negar, mas depois do dia 25, quem viver verá o desmonte total das estatais e dos programas sociais. Não vamos pagar para ver. Dia 25, escolha o lado dos direitos e da democracia

Mãe e filho pagam as compras de arroz, feijão, pão e verduras no mercadinho do bairro

No debate com Lula na Band, no domingo (18), Flávio Bolsonaro não só negou que vai acabar com o Bolsa Família e privatizar estatais, como anunciou mais benefícios para o povo, todos inviáveis e sem fundamentos, como disse o colunista José Paulo Kupfer, do UOL. “Flávio vence Lula em mentiras e promessas sem pé nem cabeça no debate”.

Quem acreditou no candidato, que mente descaradamente para ganhar os votos dos mais pobres e trabalhadores de estatais, se surpreendeu com a entrevista de Daniela Marques, coordenadora da área econômica da campanha. Na segunda (19), ela disse, sem qualquer vestígio de vergonha na cara, que, se eleito, Flávio vai excluir beneficiários do Bolsa Família em 2 anos.

Bolsa-farelo

Após repercussão negativa, Flávio e sua equipe de redes correram para apagar as inúmeras críticas ao Bolsa Família que fez ao longo de sua trajetória. A maioria humilhando os beneficiários do programa criado por Lula.

Uma das publicações mais contundentes é de 5 de abril de 2010, quando Flávio associou o Bolsa Família à compra de votos:

“Enquanto se trocar voto por cesta básica, bolsa-família e esmola o Brasil não vai para frente.”

Já Daniela Marques associa o programa a uma dependência de programas sociais, que chama de “prisão assistencialista”.

Prints de publicações de Flávio Bolsonaro no X criticando o Bolsa Família, de 2010 a 2025
Publicações de Flávio Bolsonaro sobre o Bolsa Família. Reprodução: ICL Notícias

Gil do Vigor e o Bolsa Família

Eles nunca ouviram os depoimentos do ex-BBB Gil do Vigor, que foi beneficiário do Bolsa Família e acaba de concluir seu PhD pela University of California. Ele defendeu a tese “Ensaios sobre a educação e economia do crime”.

O hoje economista afirma que o BF salvou sua vida e a de sua família em um momento de extrema necessidade, quando sua mãe estava desempregada e não havia o que comer em casa.

Ele alerta que o benefício permitiu a sua mãe botar comida na mesa, pagar aluguel e comprar remédios. E isso foi fundamental para que ele pudesse estudar. “Sem o auxílio para comer, não teria conseguido seguir na trajetória acadêmica”.

Dinheiro do Bolsa Família faz economia circular

Estudos do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) indicam que cada R$ 1,00 “investidos”, como diz Lula, e não “gastos”, como a extrema direita diz, adiciona R$ 1,78 no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e o impacto do consumo é de R$ 2,40.

Isso significa que toda a sociedade brasileira, não importa a condição financeira, é beneficiada pelo programa. Motivo? O Bolsa Família faz a roda da economia girar.

Segundo o IPEA, o impacto do aumento anunciado por Lula no dia 17, de aumento de 15,04% no Bolsa Família, pode gerar um consumo das famílias em torno de R$ 54,9 bilhões e gerar R$ 40 bilhões a mais no PIB.

“Muito dinheiro na mão de poucos é pobreza, e pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza.” (Lula)

Essa frase sintetiza a política econômica defendida e implementada por Lula e ajuda a explicar os efeitos do Bolsa Família na economia. Além de garantir dignidade a quem mais precisa, sobretudo em momentos de extrema vulnerabilidade, o programa coloca dinheiro para circular no comércio local e isso faz toda a diferença na movimentação de toda a economia.

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